No Irã, 304 foram mortos em protestos de novembro, de acordo com a Anistia Internacional

Entidade diz que entre os mortos há um adolescente que voltava para casa da escola quando tomou um tiro no coração.

Manifestação em Haia, na Holanda, pede condenação do Irã por violações de direitos humanos, em 12 de outubro de 2019 Sem Van Der Wal / ANP / AFP Pelo menos 304 pessoas pessoas morreram no Irã na repressão aos protestos que aconteceram no país entre 15 e 18 de novembro, de acordo com um novo balanço publicado nesta segunda-feira (16) pela Anistia Internacional. "As autoridades iranianas continuam com sua repressão após as manifestações em todo o país que começaram em 15 de novembro, prendendo milhares de manifestantes, jornalistas, defensores de direitos humanos e estudantes para impedir que digam o que pensam dessa repressão implacável", acusou a ONG de defesa dos direitos humanos em uma declaração.

Um Irã que tem medo de falar A Anistia diz que revisou o último balanço publicado em 2 de dezembro (208 mortos).

A ONG aponta ainda que tem testemunhos que sugerem que as "autoridades iranianas, quase imediatamente após o massacre de centenas de pessoas lançaram uma repressão em larga escala para estabelecer o medo de falar abertamente do que aconteceu". Em seu relatório, a Anistia Internacional também ressalta que a ONU sugeriu que ao menos 12 crianças estão entre os mortos.

De acordo com a pesquisa da própria ONG, um garoto de 15 tomou um tiro no coração quando voltava da escola. Os protestos começaram em 15 de novembro, após o anúncio do aumento do preço do combustível, em meio a uma crise econômica, e se espalharam por centenas de cidades.

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